Inácio Escreveu:
Evidentemente que os monteiros têm obrigação de verificarem ou pelo menos saberem onde se encontram os companheiros e também podem delinear uma estratégia, mas neste caso, poderão não chegar a acordo, ou o acordo poderá ser desrespeitado na hora H.
O animal estava no campo de tiro dos dois monteiros, não pode ser, ou melhor, pode, mas deve de evitar-se que tal aconteça.
Uma organização como a referida, devia de ter previsto que a essa situação poderia acontecer, a melhor solução teria sido a prevenção.
Se só lá estivesse uma porta(monteiro) o navalheiro tinha sido abatido na mesma e não tinha havido confusão.
Na minha opinião o erro foi da organização e grave.
A pagar o que se paga nessa organização, que, pelo que sei é realmente a melhor em Portugal, situações destas não se podem verificar.
É a minha opinião.
Abraço,
Inácio
Sem dúvida que a organização devia prever essas situações, mas, e há sempre um mas, aquela zona do terreno tinha que ter as duas portas efectivamente.
A porta 1 é uma porta que fecha um dos cantos da mancha e está a tapar uma zona de fuga que só essa porta consegue atirar.
Se só se colocasse uma porta em vez das duas, a porta 1 teria que descer no terreno para cobrir uma zona de passagem que só a porta 2 conseguia ver. Assim não tapava o canto da mancha e não cobrava como cobrou um veado bom e mais um porco que sairam desse lado.
Gostava de referir que as portas estavam bem distantes uma da outra, a única questão é que a 1 conseguia ver e atirar para uma parte do campo de tiro da 2.
Na minha opinião (de quem estava presente), penso que naquela situação não se respeitou uma regra básica da montaria que é mostrar-se aos companheiros do lado.
Tenho quase a certeza que se a porta 1 soubesse onde estava a 2 não teria atirado aquele porco.